Você é uma pessoa que? A resposta se revela no semblante refletido. Assim como os sinais do corpo espelham nossos hábitos, os gestos involuntários revelam a serenidade da alma.
Aqueles que cultivam a felicidade irradiam alegria em saudações e sorrisos. Em contrapartida, a infelicidade se manifesta na ausência de um cumprimento caloroso, de um sorriso luminoso. Não julguemos pela aparência, mas ela é um portal de informações valiosas; seu impacto é inegável. Os sábios do passado, observando o exterior, desvendavam a essência interior, invisível aos olhos.
A aparência influencia tanto os outros quanto a nós mesmos. Sem confiança? Corrijam a postura. Coração pesado? Esbocem um sorriso. Buscam a felicidade? Cumprimentem com alegria. Mesmo um sorriso singelo pode ser um alento. Ainda que os seus problemas persistam, seu sorriso pode iluminar o caminho de alguém.
A dedicação à felicidade alheia não é em vão, não é um sacrifício perdido. “Alguém sempre observa”, diz o antigo provérbio. Alguns chamam essa presença de Deus, outros de Buda. Povos antigos reverenciavam o sol, fonte de luz e vida. Nós, da tradição da Terra Pura, a chamamos de “Buda”, aquele que nos contempla e celebra quem se dedica ao bem de todos.
Todos almejamos a felicidade plena, mas ela é fugaz, pois tudo é impermanente. Em vez de buscar apenas a nossa, aspiremos à felicidade de todos. Quando cada um de nós deseja a felicidade de todos, todos desejam a nossa. No Budismo, isso é “compaixão”, a essência do coração de Buda.
Hoje, muitos vieram orar por seus entes queridos que partiram. Que desse nobre sentimento, recebam o coração compassivo de Buda e o estendam a todos os seres.