Boa tarde a todos. Hoje, nesta missa, celebramos o nascimento de Buda Shakyamuni, o fundador do Budismo. Ao celebrarmos o início da vida, refletimos sobre sua transitoriedade e a inevitabilidade da despedida.
A vida é um fluxo de encontros e despedidas, como as cerejeiras que florescem e dispersam suas pétalas. O encontro com quem amamos é precioso justamente por ser passageiro. Recentemente, vivenciamos um “adeus” sentido com a partida de um membro do Otera como kutyo do cocuera3, que por muitos anos nos ajudou. Essa experiência nos convida a refletir sobre a despedida em nossas vidas.
Somos cercados por “adeus” de todos os tipos, desde um simples “já vou” até separações que marcam a alma. Cada despedida abre um espaço em nós, de vazio, gratidão, alívio ou esperança, refletindo a intensidade dos laços e experiências compartilhadas.
Como as cerejeiras perdem suas pétalas para dar lugar a novas folhas, as pessoas seguem seus caminhos. Essa é a ordem natural da existência, um fluxo que nos conecta a tudo. A partida causa dor, eco do amor e valor que dedicamos. A alegria compartilhada se transforma em lembranças preciosas, filtradas pela saudade.
A ausência física não é o fim. Diante da dor, acolhamos a tristeza. Unamos nossas mãos em silêncio e oração, buscando conforto e paz. (Breve pausa)
Para concluir, compartilho um poema japonês: [Aceite esta taça, último brinde da amizade, Que transborda meus sentimentos. Tal como as flores em plena beleza São dispersas pela tempestade. A vida é uma sucessão de adeus.] Que a beleza dos encontros e a força da lembrança nos guiem. Que cada “adeus” nos lembre do tempo compartilhado e nos inspire a viver com mais intensidade e amor. Obrigado.