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Boa tarde a todos. O céu que vimos ao vir para cá hoje. As nuvens que passam, o vento que toca o rosto. Como será o amanhã? Com certeza, todos buscam a felicidade. Cada uma dessas sensações comuns é, na verdade, o próprio “mundo” insubstituível.

Nós costumamos viver com esforço, querendo sempre “melhorar” nossos dias ou “nos tornar alguém admirável”. Mas, o que é ser bom? O que significa ser alguém admirável? Não importa o quanto tentemos crescer ou o quanto nos arrependamos, não podemos nos afastar, nem por um segundo, deste imenso fluxo da “vida”.

Pode ser que amanhã você esteja sorrindo. Pode ser que esteja chorando. Ou, quem sabe, pode ser que nem esteja mais em lugar nenhum deste mundo. A sua imagem em cada momento — seja sorrindo ou chorando — é apenas o brilho da beleza do mundo, que muda de forma e circula sem descanso junto com você.

Não é necessário se orgulhar de ser “alguém bom”, nem lamentar por ser “alguém falho” para poder viver. No meio desta luz comum e calorosa do cotidiano, fomos abraçados desde o início. Aos olhos do Buda, tudo isso nada mais é do que um único e precioso “ciclo”.

Não precisávamos ir a lugar nenhum para sermos salvos. Não precisamos ter pressa para fazer algo especial. Basta apenas viver os nossos dias dentro desta luz silenciosa e sem hesitação, fazendo o melhor que pudermos a cada momento. Mesmo que uma sombra profunda caia sob nossos pés. Pois até mesmo essa escuridão é um acontecimento dentro da luz, envolvido pelo olhar acolhedor do Buda. Vamos hoje celebrar juntos este dia de gratidão.